quinta-feira, 11 de novembro de 2010

O teu nome é daqui

À margem do Tuz, pensava em boa parte da história que se tinha passado ali. Apesar disso, não se concentrava muito. Toda História, por maior que seja o seu H, começa no nascimento de quem a pensa. E são só letras em livros. Maior que essa é a que se escreve com o próprio sangue. Aquele que pulsa rápido por veias e artérias quando o natural do existir se confunde com o imaginado. Duas vidas se entrecruzando, de fato: a história que é e a história que se quer ser.
Uma outra imagem ajudava a conduzir aquele corpo, entretanto. Tinha nome, endereço, telefone, e-mail. Beleza ímpar. Outra história. Tão complexa quanto a dele. Força nuclear aquela. Ele orbitava. Não pelas leis newtonianas, mas as do amor. A essência maior da história-imagem. Talvez a única.
 As caminhadas em torno daquela salmoura são longas sempre. Como a relembrar antiquíssimas rotas. Como que a querer fortalecer os desejos tanto quanto os músculos da história-corpo. Todos exaustos. Mas com um destino estipulado.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Viva!

Significativa sob vários aspectos a vitória de Dilma Rousseff. Por ser mulher, pelo passado na luta armada contra a ditadura, pela sequência no poder de um partido moldado de baixo para cima. Sou um otimista quando avalio a evolução humana. Nosso país, na eleição desse 31 de outubro, deu vários passos adiante nesse caminho evolutivo. Embora eu reconheça que poucos enxergarão essas maravilhas presentemente. Se nem eu próprio me sinto radiante. É que a felicidade não precisa vir com paixão. A Dilma, em seu discurso de vencedora, foi também bastante comedida, emocionalmente, como acredito que deva ser mesmo. Afinal, o que se anseia, como uma das metas principais, a erradicação da miséria, isso sim seria motivo de uma imensa alegria de toda pessoa que merecesse ser chamada de humana. Achei importante o discurso sereno. Demonstra espírito republicano. Reconhecimento de que a vitória não tem que ser sua, pessoal, mas de um projeto de nação. Estamos todos de parabéns, mesmo que alguns não reconheçam ou aceitem isso.