sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Eu sei que você não teve escolha

Morreu logo depois de ouvir Burn. Corte profundo e vermelho. Até gostou de ver. Último prazer. Talvez o único. Ainda teve tempo de se imaginar naquele Riff. O sangue era pela força e a velocidade empregues às cordas. Propositalmente branca. A guitarra. Propositalmente sinuosa. Quadril feminino. A essência de uma vida num solo. Não sobre um palco. Numa cadeira lateral. À margem. Como a vida toda. Só que desta vez ouviriam. Milhares de kW.