segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Dilma

Defendo o voto consciente. No entanto, acho pouco provável que alguém consiga escolher bem um candidato em período de campanha. Quando muito, se podem eliminar aqueles que evidentemente são despreparados. Aqui em São Paulo, o cômico Tiririca tem zombado do civismo que deveria marcar uma disputa democrática e no horário gratuito produz piadas grosseiras do tipo "vote no Tiririca; pior do que tá, não fica". Mas não só ele. Tem a candidata Cameron, 1969, que com vestimenta sensual e voz lasciva diz que "é preciso votar com prazer". E não vai aqui nenhum preconceito contra a possível profissão da moça. Ela tem tanto direito a pleitear uma vaga legislativa quanto uma médica, uma dona de casa ou qualquer outra profissional. Curioso é que a legislação havia vedado aos programas humorísticos produzirem quadros que se referissem a candidatos. Contra-senso felizmente anulado pelo STF.
Pior que exemplos apontados é ver ainda um Paulo Maluf, com toda a sua imensa cara de pau, pedindo votos com o seu mesmo discurso e o mesmo padrão que temos visto ao longo destas três últimas décadas. Felizmente, trata-se de cachorro morto, considerando todo o mal que já fez a esse Estado e a impossibilidade de repeti-lo. Há também exemplos de pessoas muito boas como seres humanos, mas com um discurso absolutamente ultrapassado, como o dos candidatos do PSOL, do PSTU  e de outros. Gente de quem eu já estive ao lado, e até adoraria estar de novo, desde que fosse para tomar um café.
Há uma entrevista da Dilma Rousseff no programa do Jô, de 2008, muito interessante. Embora razoavelmente longa para os padrões de internet, acho bastante conveniente como subsídio para um julgamento mais eficaz do que o que se possa ver na campanha televisiva, que é sempre demasiadamente produzida e artificializada. Ou que se perde em denuncismo, como o que prolifera nas hostes psdbistas, pela iminência de uma derrota já no primeiro turno.

Entrevista Dilma Rousseff no Programa do Jô