À margem do Tuz, pensava em boa parte da história que se tinha passado ali. Apesar disso, não se concentrava muito. Toda História, por maior que seja o seu H, começa no nascimento de quem a pensa. E são só letras em livros. Maior que essa é a que se escreve com o próprio sangue. Aquele que pulsa rápido por veias e artérias quando o natural do existir se confunde com o imaginado. Duas vidas se entrecruzando, de fato: a história que é e a história que se quer ser.
Uma outra imagem ajudava a conduzir aquele corpo, entretanto. Tinha nome, endereço, telefone, e-mail. Beleza ímpar. Outra história. Tão complexa quanto a dele. Força nuclear aquela. Ele orbitava. Não pelas leis newtonianas, mas as do amor. A essência maior da história-imagem. Talvez a única.
As caminhadas em torno daquela salmoura são longas sempre. Como a relembrar antiquíssimas rotas. Como que a querer fortalecer os desejos tanto quanto os músculos da história-corpo. Todos exaustos. Mas com um destino estipulado.