domingo, 20 de fevereiro de 2011

Cio da terra (to live is to die)

Hoje, ouvindo Chico, emocionei. Coisa rara, nestes tempos. Quase nada brota. Esterco não falta. Falta o resto. Sementes boas. Sementes que não sejam mortas por predadores antes mesmo do plantio. A grande arte, a poesia, a emoção são as flores mais belas do jardim da existência. De onde vêm, ervas daninhas? De que inferno vêm estes diabos?
Em seguida, fui ouvir Metallica. Porque o mundo que tem o chuvisco que ressalta o verde também tem trovões e relâmpagos, nas tempestades. E não é que daria para somar o cio e a morte? Se eu soubesse música. Meio Chico Science. Eu queria muito mais que aquilo, contudo. Artista sem dom que sou, não será possível. Mas eu garanto que ficaria muito bom.
Nascimento e morte na extensão de uma canção. Na relatividade einsteniana, curto e comprido podem ser a mesma coisa. Tudo depende do referencial. Ou da paciência de se ouvir.
A poesia brota; jovens egípcios vão à praça ajudar a parir a liberdade; em outros jovens a idiotice abbbunda; o morro cai sobre as nossas cabeças. O fim das vozes no meu rádio.
Quero uma chance de tentar viver com dor, mas também com algum sabor.

5 comentários :

v. paulics disse...

que surpresa: passei o dia com esta música na cabeça. sintonias. bj.

Denise disse...

Não ha como não se emocionar
beijos humanos

sblogonoff café disse...

Shiva: a destruição e a construção.
O tempo inteiro a matéria orgânica nasce e morre no mundo. Um acorde nasce na clave de sol para orrer no fim do compasso, até que outro surja em sequência, composto por outros tons, para construir uma canção. Animais morrem para que nosso arsenal de proteínas possa ser reposto e assim, vida! Sonhos morrem para que a realidade e a aceitação da vida possa nascer dentro das pessoas. Células morrem para que o corpo possa se renovar. Neurônios morrem enquanto acontecem sinapses. O tempo inteiro a morte a a vida acontecem, e mesmo que não fosse possível, seríamos obrigados a viver assim, pois é a lei oferecida pela natureza. Caso acreditássemos sem força, vontade, ânimo pra seguir, então faríamos algo quase miraculoso!!
A transposição do impossível.
No fim, tudo está em tudo e tudo dá no meso início, no mesmo fim.
A gente nasce. E a gente morre.

Por isso o meio é o mais importante.

Sejamos vida, vibração e energia em movimento nesse meio.

O meio da Coisa Toda!

Que mesmo acabando ainda continua eterno.

Tipo foto, sabe?!


Sopro de Eves!

Alvaro Vianna disse...

Sintonia? Acredito, Vê. Principalmente em se tratando da mãe do Chico.

*

Não há, Denise. É a melhor poesia desta Galáxia.

*

Alguém que entende de música e de ciclos, né Mi? Só divergimos quanto ao eterno. Ou não: matéria e energia deverão estar sempre por aí; ou até que se revoguem as leis da física.

*

Beijos e sopros de eves para todo mundo

sblogonoff café disse...

É terno enquanto dura!
Quando acaba, corta a manga, vira casaca, camisa, pano de chão, roupa de boneco...

É terno enquanto não é áspero.
Criatura serena e afável.
Homem terno, doce e amável.


Volátil Éter no Texas!
Suéter na gaveta.

Quem diz "volátil" é a neta cadela!
Vô latiu, mas não mordeu.
Antes ele do que eu.

- Que isso, filho?
É baile que ocê vai?
Pergunta a mãe apontando para a peça sobre a cama.
- Não mãe, é terno. O baile é pra onde eu vou!

**********
Noooooóo!
Até Donna faz melhor!!!
(A Vã te explica isso!)

***
- É quina?
- Não, é terno.
- Não ganhou nada então!!
- Aff..

*****

Tem eterno pra todo lado!!!
Crê?!!!

"Yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay"

Sopro de Eves!!