«Pai, se quiseres, afasta de mim este cálice; contudo, não se faça a minha vontade, mas a tua.»
Lc 22, 42
Passei a adolescência achando que não viveria além dos 30. Por causa do meu problema cardíaco, quase congênito. Mas houve a evoluçao da medicina e o que seria fatal 20 anos antes tornou-se quase banal a partir dos anos 80. Ednardo cantou: "Me poupa do vexame de morrer tão moço". O problema é quando o vexame é continuar vivo quando a mocidade já se foi. Será que Guevara venderia tantas camisas se não tivesse morrido nas selvas bolivianas? E Cazuza, ainda inspiraria tantos jovens?
Pois que a ciência me salvou, mas não às vítimas da Aids, que além de Cazuza nos tirou Fred Mercury, os irmãos Henfil e Betinho, a musa Sandra Bréa, Renato Russo e vários outros jovens talentos e ativistas. A música da vida não toca igual pra todo mundo. Para uns termina num breve molto vivace. Para outros prossegue num adágio interminável e monocórdico.
4 comentários :
Nossa que máximo, desde a última vez que eu tinha vindo aqui esse blog deu super upgrades!
Eu AMO João e Maria, essa música me traz muitas lembranças. Eu não vi Dancing Days, acho que nem era nascida, mas catei umas cenas no You tube agora hehe. Um beijão
Alvaro,
Seu post me fez lembrar do filme "Jovem demais para morrer"
=)
Minha prima morreu ontem.
Ela tinha planos para o Natal.
Acho que ela tinha planos para esta manhã.
Ela tinha que fazer as unhas.
A gente ia ver Besouro no cinema à noite.
Mas ela morreu.
Não foi uma doença incurável.
Não foi uma doença com previsões de cura.
Não foi suicídio.
Foi a vida.
Abruptamente.
Acidente de carro.
Dia 16/12 ela ia fazer 33 anos.
A morte é inexoralvel como o tempo.
No fim, o que importa é o quanto amamos.
É o único sentido em tudo isso.
***
Amo, amo, amo o Chico.
Assisti Dierito de Amar e adorei o Lauro e a Glória.
E acho João e Maria algo que transcende a morte...
Meu texto:
http://umanovelaimaginaria.blogspot.com/2008/03/perplexidade.html
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