Recentemente, fez-se aqui em São Paulo um desafio entre as diversas formas de transporte em que se quis saber que tempo cada uma demoraria para fazer um certo percurso. Conforme o Último Segundo- IG, "todos sairam da Praça Gal Gentil Falcão, no Brooklin, às 18h, mas apenas o ciclista chegou à Prefeitura, no centro da cidade, às 18h22. Após o ciclista, chegaram um motociclista, um bike courrier (ciclista de entregas rápidas), um helicóptero, um ciclista experiente, um "ciclista iniciante por vias alternativas" e um motoboy. O homem que foi correndo chegou quase quinze minutos antes do carro, que demorou 1h22m".
Mais jovem, até quis ter carros, e tive. Mas não combinava com meu ideal de sociedade. Hoje não tenho carro e minha habilitação já perdeu a validade há algum tempo. Com os números apresentados no desafio, acho que não ganharia grande coisa se tivesse um automóvel.
Acharia tão mais agradável poder andar pelas ruas sem ter que competir com essa infinidade de veículos. No entanto há lugares em que pedestres não têm como transitar sem correr algum risco de acidente. Vias expressas são um terror, muitas vezes exigindo que se ande várias dezenas de metros para se transpor uma distância que em linha reta seria de poucos metros. Cria-se também o problema da impermeabilização do solo pelo asfaltamento. Aqui em São Paulo, qualquer cuspida de São Pedro provoca alagamentos por toda a parte. E, claro, trânsito ainda mais pavoroso.
Nem vou falar muito do carro como sonho de consumo, como símbolo de status. Tenho expectativa de que os seres humanos do futuro possam se apegar a valores mais significativos. Se a idéia é conseguir reconhecimento de todos, que ao menos seja por algo que valha para todos.
E tem os males causados aos próprios motoristas como sedentarismo, estresse nos congestionamentos e custos de utilização e manutenção cada vez maiores. Será que não ganharíamos todos se fizéssemos cidades à moda de Amsterdã, onde a bicicleta é o meio de transporte preferencial?

10 comentários:
Muito legal.
Você sabe a minha opinião sobre esse assunto. Concordo que andar de mãos dadas é infinitamente mais prazeroso, mas quando não estou ao volante, gosto da sensação de ser levada, cuidada, posso até fingir um sequestro num dia de maior criatividade (rs). As bicicletas não me permitem fantasias tão audaciosas... rs.
Vixê esqueci de assinar rsrsrsrs
Oi, Alvaro! Valeu pela visita e pelo elogio! Depois passo com mais calma aqui no seu blog...
Abraço
Obrigada.
Eu gosto desse imaginário. Ou, talvez, goste só de mudar.
Eu tive que ficar pensando...
Até porque eu até penso nisso, no caos, na poluição, no tráfego, mas como eu ia levar minha vida numa bicicleta do trabalho pra casa?!
Ônibus lotados são um horror,
Motos são perigosas,embora econômicas,táxis são caros demais pra poucas distâncias...
E tem dias de chuva.
Etem dias de preguiça! (!)
Ah... Eu não tenho uma solução que seja politicamente correta, ou mesmo ambientalmente correta que substitua o carro.
Preferia o mundo à moda Star Treck com seus teletransportes!
Não ia ser legal?!!
Rs!Mas sabe, quando aquele cara riscou o nome no meu violão, eu tinha 15 anos. Era careta, certinha, e ativista (aquela adolescente chata!) e não entendia como todo mundo idolatrava um idiota como o Kurt Cobain. Depois a gente cresce e percebe que ele não era exatamente um idiota, mas um menino que teve medo do mundo e das consequências.Um cara que ficou perdido e sozinho. Algumas pessoas sobrevivem assim depois de revolucionar o rock!Rs! Com suicídio (??!!???), barbitúricos e álcool.
A primeira coisa que toquei no violão riscado foi "Come as you are"!!! E tenho o Nivermind e o Acústico. Gosto de Smell..., de Lithium, de Polly e de outras tantas, mas continuo preferindo o grunge do Pearl Jam.
Hoje, enfrentar o escuro faz parte do meu dia. E eu quero um sabre de luz!!hehehe
Mas o Matt Damon vestido de mulher no filme O Bom Pastor está impagável!!Rsrsrs
Pô... Escrevi sobrevive com suicídio! Que coisa mais paradoxal!!rsrs Leia e filtre, ok?!!!
Sopro de Eves!
axo interessante esses assuntos, mas nao faço quesstao de aprender.
bjoss
Creio que ganhariamos, sim. Gostei do teu ponto de vista, me abriu um pouco a mente. Sou a favor dessas medidas globais, mesmo que ainda demore a me adaptar, faria muito jus à moda bicicleteira.
Um café, de uma personagem da literatura que adora Legião Urbana. Muito, muito. Adoro.
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