sexta-feira, 4 de junho de 2010

Jabulani

Por volta dos 5 anos, ainda morando no interior, ganhei de presente de Natal uma bolinha de plástico - rígido, não destas flexíveis que se dão de brinde, hoje em dia. Meu pai fez algum sacrifício, porque mesmo algo tão barato era um desfalque significativo no orçamento familiar daqueles tempos.
Saí todo feliz para o quintal, ansioso para estrear o brinquedo. No primeiro chute ela foi ao encontro de um prego que se expunha no alto de um poste de madeira. E ali ficou, presa. E preso fiquei eu de estupefação. Aproveitei para prender o choro também.
Os jogadores da seleção brasileira têm feito coro contra a bola da copa, essa maravilha de R$ 400,00 aí de cima. Como a maioria deles teve infância igual ou mais pobre que a minha, estão perdoados. A não ser que estejam fazendo jogo comercial, já que são patrocinados pela Nike, a maior rival da Adidas; aí não acharia muito bonito, não.
Daí teve o jogo contra o Zimbabwe. E o Michel Bastos emplacou 139 km/h naquele gol de falta. Não me lembro de já ter visto, em toda a minha vida, chute tão veloz . Depois o Maicon (homenagem a Michael Douglas e Marlon Brando, segundo a mãe dele) fez aquele lançamento altamente preciso para o Robinho fazer o segundo gol. Êta bola ruim.

3 comentários :

Taís disse...

Putz, ontem eu vi uma entrevista do Kaka falando sobre a "tecnologia" da bola... e eu nem sabia que bola tinha tecnologia. Pra mim era um pedaço redondo de couro com ar dentro. Mulheres...
bjos

pipanoar disse...

E eu cá, tenho aprendido com você também. Cada comentário seu é uma injeção de esperaça nas veias. E isso me mantém muito viva.


A Pipa te abraça com carinho.

Mafê Probst disse...

Imagina se a bola fosse boa?