domingo, 18 de julho de 2010

Pra não esquecer de todo

"Marcos é gay em São Francisco, negro na África do Sul, asiático na Europa, hispânico em San Isidro, anarquista na Espanha, palestino em Israel, indígena nas ruas de San Cristóbal, roqueiro na cidade universitária, judeu na Alemanha, feminista nos partidos políticos, comunista no pós-guerra fria, pacifista na Bósnia, artista sem galeria e sem portfólio, dona de casa num sábado à tarde, jornalista nas páginas anteriores do jornal, mulher no metropolitano depois das 22h, camponês sem terra, editor marginal, operário sem trabalho, médico sem consultório, escritor sem livros e sem leitores e, sobretudo, zapatista no Sudoeste do México. Enfim, Marcos é um ser humano qualquer neste mundo. Marcos é todas as minorias intoleradas, oprimidas, resistindo, exploradas, dizendo ¡Ya basta! Todas as minorias na hora de falar e maiorias na hora de se calar e agüentar. Todos os intolerados buscando uma palavra, sua palavra. Tudo que incomoda o poder e as boas consciências, este é Marcos."
subcomandante Marcos, do Exército Zapatista de Libertação Nacional, Chiapas

6 comentários :

Natália Oliveira disse...

Uau! Uma pessoa singular eu diria! Acho que gostaria muito de conhecer Marcos! =D

Anônimo disse...

O problema é quando a minoria e grande e por se calar, encolhe, dando a impressão que não devia existir.
Não que devessem engolir metade do mundo ou ele inteiro...
Mas que devêssemos tolerar e aprender que todo mundo é igual nas diferenças.
Enquanto isso a intolerancia é o grande problema digestivo da humanidade...

Anônimo disse...

Não tô conseguindo comentar com a conta do google...
A anônima sou eu, Alvim!!!
O trem num vai.. Uai...

Mafê Probst disse...

Acho que todo mundo abriga um pouco de Marcos dentro de si.

Mulher Vã disse...

Hum

Eu já diria que o que falta muitas vezes, é união entre as minorias, sabe uma das coisas mais feia de se ver [pra mim pelo menos] é um intolerado sendo intolerante, e valha-me deus, como isso é comum!

pipanoar disse...

Já eu era triste no quarto, infeliz na sala e descaída na cozinha. Como diria Charlie:

"Nada como um amor não correspondido para tirar todo o sabor do sanduíche de manteiga de amendoim."

rs


Te abraço com todo carinho que há no mundo.