domingo, 1 de agosto de 2010
Todo mundo se machuca
Uma vez pedi a alguém que tocasse essa canção quando eu me fosse. Acho que ela não vai poder fazer isso. Talvez nem se lembre mais. Esqueceu tanto.
Penso que a única coisa ruim da morte é não podermos saber o quanto é boa. Pax Aeternum. Se eu fosse deus de mim mesmo, me daria apenas um novo tempo de consciência desta paz. Num lugar distante; de tudo que lembrasse humanidade. Não porque eu tenha algo contra os humanos. Ao contrário. Só queria não ter que sentir, de novo, saudade. A que terá me matado. Naquele momento, apenas o sabor pleno da serenidade; sorvete de abacaxi em dia calorento.
Depois nunca mais.
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10 comentários :
adorei te ler.
tem um gosto de pureza.
parabéns pelo blog.
abraços !!
www.daqueelejeito.blogspot.com
O ser humano está fadado à saudade!
Não me diga que você também entende de nuvens, menino Alvaro?
rs
Abraço-te.
Vamos construir pontes faraônicas para o retorno eterno das pessoas que amamos. Elas continuam existindo. Agora, dentro de nós.
Te beijo e te abraço como se o mundo acabasse agora.
escreves muito bem!
Tudo passa e deixa saudades, lembranças, inclusive a vida.
Jefhcardoso do
http://jefhcardoso.blogspot.com
Não desista de si mesmo,pois todo mundo chora e todo mundo se machuca, às vezes.
Isto me lembra Saramago e sua avó, "eu tenho pena de morrer e deixar tudo aqui"...
Celebremosa vida enquanto ela há.
I will try fix you...
É a música do Could Play pra tocar depois do REM.
Não me recordo de ter lido algo teu tão triste e tão carregado de significados. Ficou bonito. Demais.
Gosto do gosto amargo da saudade e sempre me derreto ao ler sobre...
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Sim, Alvaro. O "vai" e o "uh" foram santistas, embora eu não seja torcedora do Santos.
Um beijo
Quando a saudades esta quase matando
dou um grito e corro de encontro as lembranças.
elas tem o poder de fazer existir.
quem sabe dê certo pra vc
aqui td é tão.............intenso
gosto!
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