quinta-feira, 7 de abril de 2011

O horror que se supera a cada vez

Perdoem-nos, crianças, o mundo horrível que demos a vocês.

Crianças são o nosso perdão nessa instância penitenciária que chamamos de vida.

Há quem diga que uma criança que morre vira anjo.

Não, Wellington, eu não queria que você tivesse morrido criança.




----------

4 comentários :

G. disse...

bela a reflexão do último verso.
dia triste esse 07 de abril.

Pensamento aqui é Documento disse...

Fiquei por horas pensando o que poderia ter sido diferente na vida dele.

Levantarão mil hipóteses para explicar o ato, cada um encontrará a que lhe convence, ou não, melhor.

Mas eu ainda continuo pensando o que poderia ter sido diferente.

Enfim.

Como diz um conhecido, somos "190 milhões de feridos."

Lamentável.

z i r i s disse...

Já chorei muitas vezes por isto! Mas desta vez, estremeci de esperança. Não esperava menos de você do que essa sensibilidade e generosidade além das possibilidades!

Dou a palavra ao amigo Quintana, porque as vezes tudo que a gente quer falar, já foi dito:

Quando a gente aperta o umbigo das crianças mortas, suas alminhas se espremem de riso lá no Céu.

ou

É preciso construir uma torre
- uma torre azul para os suicidas.
Têm qualquer coisa de anjo esses suicidas voadores,
qualquer coisa de anjo que perdeu as asas.

Grande abraço Alv!

G. disse...

Alvaro, tudo bom? :)
Em relação ao seu comentário em meu post, fiquei com uma dúvida/curiosidade... a que você exatamente se refere quando alude a 'ideologias' que faltam no mundo atual, que poderiam melhorar nossa geração? Um beijo!